Onde a planilha ainda é a ferramenta certa
Se você é a única pessoa que mexe no estoque, tem um local, poucos itens e inventário mensal que cabe numa tarde, a planilha dá conta. Não troque ferramenta por moda. Troque quando o número da célula deixa de ser o número da prateleira.
Planilha também serve de rascunho no começo da operação: listar SKU, unidade e local antes de jogar tudo num sistema. Esse rascunho pode ser o cadastro inicial. O erro é continuar nela depois que o time já discute saldo no grupo do WhatsApp.
Sinais de que a planilha já custa caro
Dois arquivos abertos ao mesmo tempo. O almoxarife atualiza de manhã, o comprador de tarde, o engenheiro olha uma cópia de sexta. Ninguém mente — o arquivo é que não tem dono único do agora.
Item que circula: ferramenta de obra, câmera de set, kit de telecom. A planilha registra saldo, não responsável. “Acho que o João pegou” vira o processo. Check-in e check-out não cabem em aba sem virar burocracia que ninguém preenche.
Inventário que trava a operação. Contagem no papel, digitação depois, divergência descoberta no fechamento. Compra emergencial porque o Excel dizia que tinha. Frente de serviço parada. Esses custos não aparecem na licença do Office; aparecem no desperdício e na hora extra.
Multi-local. Obra A e obra B, depósito e van, loja e estoque de trás. Sem local no sistema, transferência é “o fulano levou na kombi”. Uma unidade fica com estoque fantasma, a outra com custo escondido.
O que muda no sistema com QR
O Purple Stock não é um Excel mais bonito. É um fluxo: cadastro, etiqueta, movimento, histórico. Quem mexe no físico usa o celular. Quem gerencia vê o mesmo saldo sem consolidar aba.
Entrada acontece na entrega. Saída leva responsável. Transferência entre locais vira lançamento, não recado. Contagem lê o QR no endereço. Relatório deixa de ser copiar coluna.
Você não precisa desligar a planilha no sábado. Começa pelos itens que doem, convive uns dias com os dois, e apaga a aba quando o time já confia no app. Implantação por etapas, sem parar a operação.
Custo aparente vs custo real
A planilha parece grátis. O Purple Stock custa R$ 99,00 por equipe por mês, com 7 dias grátis e sem fidelidade. O preço público é por time, não por usuário.
O custo real da planilha é retrabalho, ruptura, compra errada e item sumido. Uma ferramenta de obra, uma lente ou um pallet comprado duas vezes paga meses de sistema. Se esses eventos já acontecem todo mês, a conta já virou.
Não compare com ERP de construtora nem com software de operador logístico. O recorte é estoque e check-in. Nota fiscal e caixa ficam onde já estão.
Como migrar em 15 dias
Dias 1–3: liste locais reais e as pessoas que movimentam. Crie o time, convide operator e viewer. Não cadastre o universo.
Dias 4–7: cadastre a curva A — o que para a operação ou o que some. Cole QR no que for circular. Treine só entrada e saída.
Dias 8–12: ligue transferência e uma contagem curta no endereço que mais erra. Compare com a planilha antiga. A divergência é o ponto de treinamento, não o motivo para voltar atrás.
Dias 13–15: decida qual aba morre. Se o time já lança no celular, a planilha vira arquivo morto. Se travou, fale no WhatsApp — quase sempre o gargalo é cadastro demais no dia um, não o app.
Planilha no grupo vs histórico no app
O padrão brasileiro de PME é planilha no Drive mais foto no grupo. Funciona até o dia em que duas pessoas editam, o arquivo 'final_v3' aparece e o saldo da obra B some. O aplicativo guarda um histórico por lançamento: quem, quando, qual local, qual item.
Se a sua dor é só listar SKU para o contador no fim do mês, continue na planilha. Se a dor é o físico não bater no meio da semana, o comparativo já virou: o Excel descreve o passado; o app descreve o agora.
Leia também o aplicativo para controle de estoque com QR e a vertical de almoxarifado de obra. O teste de 7 dias existe para o time operar um canteiro ou um set de verdade, não para encher cadastro.
Planilha vs Purple Stock
| Critério | Planilha | Purple Stock |
|---|---|---|
| Multi-usuário | Versões e abas conflitam | Time com histórico por usuário |
| Saldo por local | Uma aba por obra, fácil divergir | Local nativo e transferência |
| Responsável na saída | Coluna que ninguém preenche | Check-out com usuário logado |
| Inventário | Papel + digitação depois | Leitura de QR no celular |
| Custo visível | Parece zero | R$ 99,00 / equipe |
| Custo escondido | Retrabalho, ruptura, item sumido | Setup curto e mensalidade |
Perguntas frequentes
Consigo importar a planilha que já uso?
Sim, começando pelos campos que o cadastro precisa: nome, SKU, unidade e local. Não precisa importar histórico de cinco anos no primeiro dia. O que vale é o saldo atual e o hábito de lançar.
A planilha some no mesmo dia?
Não. Rode os dois em paralelo nos itens críticos. Quando o time confiar no celular, a aba vira arquivo morto. Cortar no sábado costuma gerar volta atrás na segunda.
E se eu tiver só uma pessoa no almoxarifado?
A planilha ainda pode servir. O sistema passa a valer quando essa pessoa falta, quando nasce o segundo local ou quando ferramenta cara começa a circular sem dono.
Quanto custa sair da planilha?
O plano público é R$ 99,00 por equipe/mês, 7 dias grátis, sem fidelidade. Sem taxa de implantação no preço de tabela.